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Copom Reduz taxa de juros para 11,75% ao Ano

Diretor do Banco Central, Diogo Guillen, analisa cenário global e projeta ciclo de cortes de juros até 2024

Em uma análise abrangente durante um evento promovido pelo Barclays, Diogo Guillen, diretor de política econômica do Banco Central, destacou a atual situação econômica global e as projeções para a política monetária no Brasil.

Guillen observou que, embora as taxas de juros estejam próximas de seus picos em diversos países, há a perspectiva de um ciclo de cortes ao longo do final de 2023 e 2024. Ele ressaltou que o debate sobre a alta de juros nos Estados Unidos gira em torno da relação com o fiscal de curto prazo e se a taxa neutra americana sofreu alterações.

“Há debate se a alta de juros de dez anos dos Estados Unidos está relacionada ao fiscal de curto prazo, ou se a taxa neutra mudou. Se a taxa neutra americana mudou, haverá um impacto maior nas condições financeiras”, afirmou Guillen.

O diretor enfatizou que a indicação do Comitê de Política Monetária (Copom) em fazer o necessário para levar a inflação à meta é a “frase mais importante” da ata de sua reunião. Segundo ele, quando o BC iniciou seu ciclo de afrouxamento, a atenção foi voltada para o ritmo dos cortes da taxa Selic.

Guillen lembrou que o Copom deixou claro que adotaria cortes de 50 pontos-base para as próximas reuniões, e ressaltou que a barra para acelerar o ritmo de afrouxamento era alta. Ele se recusou a projetar um nível da Selic para o fim do ciclo de queda de juros, mas destacou que o patamar final da política monetária “depende de dados” e é contracionista, uma vez que as expectativas de inflação seguem acima da meta.

“As pessoas não se importam com isso, mas acho que a frase mais importante da ata [do Copom] é que o ciclo será o necessário para levar a inflação de volta à meta”, concluiu Guillen.

Desinflação de núcleos e cenário global

Guillen também abordou o debate global sobre a desinflação de núcleos e sua relação com políticas contracíclicas. Ele mencionou que, em diversos lugares do mundo, há discussões sobre a velocidade dessa desinflação, se será mais rápida ou mais lenta, considerando que a maioria dos países ainda possui expectativas de inflação acima de suas metas, embora tenham diminuído nos últimos meses.

“Nos Estados Unidos, houve um pico da inflação de núcleos e, apesar de ter caído, ainda é incompatível com o atingimento da meta de inflação”, afirmou Guillen durante o evento.

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