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Previsões do mercado financeiro indicam queda de 4,63% para 4,59% na inflação

BC Surpreende com Projeção de Crescimento do PIB em 2023: Estimativa Aumenta de 2% para Incríveis 2,9%

O Banco Central (BC) elevou a projeção para o crescimento da economia em 2023, surpreendendo a todos. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) saltou de 2% para 2,9%, graças ao desempenho excepcional no segundo trimestre. Isso foi revelado no Relatório de Inflação, uma publicação trimestral do BC, divulgado em 28 de setembro.

Além disso, o BC também emitiu previsões ligeiramente mais favoráveis para a indústria, serviços e consumo das famílias no segundo semestre de 2023.

No segundo trimestre deste ano, a economia brasileira superou as expectativas, registrando um crescimento de 0,9% em comparação com o primeiro trimestre, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao mesmo período do ano anterior, a economia cresceu impressionantes 3,4%. O PIB acumula um aumento de 3,2% nos últimos 12 meses e uma alta acumulada de 3,7% no primeiro semestre.

“A atividade econômica surpreendeu novamente no segundo trimestre”, destacou o BC no relatório, embora tenha observado que o forte crescimento no primeiro semestre se deve, em parte, a fatores transitórios. O BC prevê que o crescimento desacelere nos trimestres seguintes e em 2024.

No primeiro trimestre de 2023, o setor agropecuário liderou o crescimento do PIB devido a safras recordes de soja e milho. No segundo trimestre, a indústria e os serviços também contribuíram significativamente para o aumento econômico.

No entanto, o BC prevê que os efeitos positivos do setor agropecuário no primeiro semestre diminuam no restante do ano, e para 2024, não se espera um crescimento tão expressivo nesse setor.

Outro fator transitório no primeiro semestre foi a expansão dos benefícios previdenciários, influenciados pelo aumento do salário mínimo e por mudanças no calendário de pagamentos. Isso também não deve se repetir na mesma magnitude.

A política monetária está em um terreno contracionista, com expectativa de se manter assim no horizonte de previsão, embora esteja sendo gradualmente flexibilizada. O cenário externo é mais incerto, com perspectivas de desaceleração da atividade econômica em países avançados e pressões inflacionárias persistentes.

Em relação à política de juros, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic de 13,25% ao ano para 12,75% ao ano na semana anterior. Ainda assim, o Copom reforçou a necessidade de manter uma política monetária contracionista para controlar a inflação.

Os setores da economia brasileira têm projeções otimistas para 2023. A agropecuária deve crescer 13%, a indústria 2%, e os serviços 2,1%. As projeções para o consumo das famílias e do governo também aumentaram, enquanto os investimentos devem recuar um pouco.

As exportações devem crescer 6,7% este ano, impulsionadas pelos produtos agropecuários e pela indústria extrativa. As importações permanecem estáveis.

Pela primeira vez, o BC apresentou a previsão de crescimento do PIB para 2024, estimando um crescimento de 1,8%, com variações mais homogêneas nos componentes da oferta e da demanda.

Quanto à inflação, a previsão para 2023 se mantém em 5%. Para 2024 e 2025, a expectativa é que o IPCA fique em 3,5% e 3,1%, respectivamente, com a taxa Selic se ajustando gradualmente.

É importante observar que a chance de a inflação oficial superar o teto da meta aumentou para 67%. O CMN estabeleceu uma meta de 3,25% para a inflação em 2023, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

As previsões do mercado estão mais otimistas, com a inflação oficial projetada para fechar o ano em 4,86%, de acordo com a pesquisa semanal do BC.

 

 

 

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